quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Interpretando Oscar Wilde


Cena em que interpreto o poema de Oscar Wilde

Cena onde interpreto o Marques de Kinsberry




A morte de Antônio Heleno - Uma maldição arquivada


Antonio Heleno Rodrigues dos Santos - Poucos viram essa cena

Era madrugada de 14 De agosto de 1979, na Rua Vergílio Formighieri eram dados os últimos preparativos para mais uma edição do Jornal Fronteira do Iguaçu. Era uma daquelas noites atípicas, pois o proprietário, Antônio Heleno Rodrigues dos Santos estava presente, acompanhando a edição, o que não acontecia regularmente. Ele estava se dedicando mais, tendo em vista que em fevereiro, tinha ateado fogo no jornal em conluio com seu diretor financeiro, Dalton Palomares de Toledo, com dois objetivos distintos: um receber o seguro e segundo, incriminar o então todo poderoso presidente da Aliança Renovadora Nacional (Arena) Gilberto Mayer, que tinha recebido uma tentativa de achaque em dezembro de 1978 e reagiu ameaçando incendiar o local. (A Arena era o partido de sustentação do regime militar). Nessa noite Antônio Heleno ficou até por volta da 1 hora e quando saiu, não pretendia ir para casa, deitar-se ao lado da belíssima Lazi dos Santos, sua esposa que dormia num apartamento localizado na Rua Erechim em Cascavel. Seus planos o conduziam até um pequeno apartamento no Edifício Bleil, onde funcionava a Lojas Renner e aonde uma jovem de pele sedosa aguardava Heleno para um fim de noite de lascívia e luxuria. Porém, os planos de Antônio Heleno não tinham sido compartilhados com dois pistoleiros de aluguel, Francisco de Sá Leite, o Salles e Walter Azevedo, o Polaquinho, que tinham sido devidamente cooptados por Julio Teles de Moura, Euclides da Rocha, o Bigode Branco e o sargento Arthur de Oliveira, o “Coice de Mula”, então o carcereiro chefe da 15ª Subdivisão Policial de Cascavel, para dar cabo do suposto “jornalista”. Antônio Heleno nunca foi jornalista. Foi diretor comercial da Televisão Coroados. Depois comprou o jornal onde terminou seus dias. Bigode Branco, apesar de impronunciado pelo crime, teve ampla participação na contratação dos criminosos. O plano inicial entabulado por Júlio Teles de Moura e Coice de Mula (devido a violência com que tratava a todos) era de que Salles e Polaquinho deviam matar Heleno quando este chegasse em casa, na rua Erechim. Naquele local, aguardavam os pistoleiros, dois homens ligados a Polícia, O policial conhecido como “Joia” e o motorista de viatura João Branco, que estavam devidamente instruídos a dar cabo dos pistoleiros, numa suposta tentativa de defesa de Heleno. Mas esses planos foram mudados quando Antônio Heleno resolveu visitar a jovem de pele macia, com a qual pretendia passar algumas horas. Como Heleno mudou de trajeto, seguindo em frente pela Rua General Osório, ao invés de dobrar a Rio Grande do Sul, no sentido da Rua Erechim, eles resolveram abate-lo ali mesmo. O Corcel II conduzido por Antônio Heleno foi fechado e do interior de outro Corcel, dirigido por Bigode Branco, partiram os disparos fatais que terminaram com a vida de Antônio Heleno dos Santos. Os bandoleiros fugiram, um delegado especial veio a Cascavel, indiciou algumas pessoas, mas não conseguiu prender ninguém. Salles e Bigode Branco foram mortos posteriormente no Mato Grosso do Sul, um em Amambai e o outro em Ponta Porã. Júlio Teles de Moura sucumbiu diante de disparos feitos contra ele na saída para Santa Tereza do Oeste. Polaquinho foi morto em Céu Azul e seu corpo carbonizado dentro do carro, uma Brasília, Joia foi fuzilado num tiroteio com Marquinhos Moura em Santa Tereza do Oeste, João Branco, morreu de infarto, o mesmo que matou o sargento Arthur Coice de Mula. Nesse meio de mortes, também sucumbiu Palmito, um personagem não citado anteriormente e que foi o elo entre Júlio e os Pistoleiros. Palmito foi assassinado. Esse rastro de mortes levou pelo menos uma alma inocente, Salua Martins Duidar, oito anos, que foi atingida por uma bala perdida, quando Salles foi assassinado. Vivo ou vivos só estão, ou está quem mandou matar, mas isso ainda pode demorar, ou não...
Bigode Branco e Julio Teles de Moura

Julinho morto dentro do carro na saída para Santa Tereza do Oeste

Salles, o principal atirador, morto em Ponta Porã

Sonho de Esperança

Esta noite sonhei com você.
Quando nos vimos, me abraçou suavemente e senti o calor do seu peito ao encontro do meu. 
Te quero e sei que nunca amarei novamente, pois és a descoberta do meu ser e nenhum erro que possa ter cometido, merece um castigo tão terrível, quando estar longe do teu olhar.

Nossos lábios se tocaram suavemente, mas foi como se fosse um vulcão explodindo em lava.
É assim que percebi que te amo, que não vivo sem seu sorriso, espero pelo seu sim, venha. 

Verdade absoluta



Quando a saudade despeja lágrimas no peito.
Quando o homem sente que não consegue respirar por causa da ausência amada, o caso é grave.
É um caso de amor contido, ternura aprisionada, carinho reprimido e dor da falta e só um diagnóstico pode ser emitido.
Isso é amor verdadeiro e amor verdadeiro não termina nunca. Ultrapassa a fronteira da vida e espera uma nova oportunidade para ser revivido.