quinta-feira, 30 de julho de 2015

Chuva de lágrimas

Presença, viver, sonhar!


Lento o tempo apaga sonhos, acoberta o viver
e a história se manifesta...
e num sopro de coragem
deixa correr lágrimas tão abundantes
que ameaçam um novo dilúvio na terra...

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Palavras que curam



Foram poucas,mas nunca as palavras caíram com tanto vigor e oportunidade.O peito se encheu de alegria, a alma esboçou um sorriso a tanto esquecido...O que era sonho se revigorou e a esperança iluminou o caminho...
Cada vez que se toma o caminho, é um novo caminho e dessa vez será duradouro...

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Jayme Caetano Braun - Payada a Mário Quintana


Payada do Safenado - Jayme Caetano Braun


Gabriel Ortaça - Meu Canto


As Razões do Boca Braba - João de Almeida Neto


Jayme Caetano Braun - Sem Diploma


Um homem fora do tempo - Mano Lima


MANO LIMA - MINHA TERRA


CASA DAS TIAS


DE BURRO SÓ TENHO O TROTE


Xiru Missioneiro - Vai-te a Puta Que Pariu


XIRÚ MISSIONEIRO (PEÃO E A PROFESSORA)


Baitaca - Do Fundo da Grota


Os 4 Gaudérios Floreando a Cordeona


TIÃO CARREIRO E PARDINHO


PENA BRANCA E XAVANTINHO


Drama mundial da fome

Criança recebe ajuda de programa das Nações Unidas no Iêmen (Foto: Mohamed al-
Uma terrível realidade. E que muitos parecem desconsiderar. A luta por comida no mundo tem chegado a níveis assustadores. Ertharina Cousin, principal coordenadora do Programa Mundial de Alimentos (PMA) da Organização das Nações Unidas (ONU), afirmou recentemente que pela primeira vez a organização responde simultaneamente a cinco grandes crises. Mais: o PMA oferece apoio ao maior número de refugiados desde o fim da 2ª Guerra Mundial. Terrível realidade. Uma prova a mais de que as barbaridades humanas - sejam praticadas por governos, empresas e até mesmo ONGs - não têm limites. Em entrevista à Agência France Press (AFP), Cousin disse que o número de pessoas que precisam de ajuda alimentar continua a crescer. Devido à escassez de financiamento e às crescentes demandas das quatro maiores crises humanitárias no mundo, de refugiados e dos países afetados pelo ebola, Cousin contou que o PMA precisou reduzir algumas remessas e distribuições. Ela destacou as crises no Iraque, na Síria, na República Centro-Africana e no Sudão do Sul, além das centenas de milhares de pessoas afetadas pelo surto de ebola no oeste da África e os mais de 50 milhões de refugiados no mundo. O PMA é financiado por doações e cerca de 90% de seu orçamento vem de governos, muitos dos quais enfrentam seus próprios desafios financeiros e domésticos, ela lembrou. "Então nós imploramos que eles continuem a ajudar porque nós vivemos em um planeta muito pequeno e não podemos priorizar uma criança faminta em vez de outra", acrescentou. Mesmo na Síria, onde o programa elevou o número de pessoas atendidas para 4,1 milhões, após trabalhar durante anos para ampliar o acesso a alimentos no país, será preciso reduzir a quantidade de comida distribuída, informou Cousin. No Iraque, a organização apoia cerca de 880 mil pessoas e tenta chegar a 1,1 milhão. No oeste da África, a autoridade disse que o PMA está trabalhando com a Organização Mundial da Saúde desde março para fornecer comida aos que precisam de tratamento médico para o ebola. A agência concede alimentos a mais de 185 mil pessoas na região e tenta elevar este número para um milhão. Cousin também afirmou que o programa ajudou a conter a fome na República Centro-Africana e espera fazer o mesmo no Sudão do Sul, onde não houve época de colheitas. O caso do Brasil, ainda que com inegáveis avanços recentes no combate à fome e à miséria, inspira atenção. Muita atenção.  Em Pelotas, iniciativas como o Banco de Alimentos Madre Tereza de Calcutá trazem alento e uma mínima possibilidade de futuro a mais de mil famílias. Sim, mil famílias que dependem da iniciativa para sobreviver e acreditar em dias melhores. A voz da fome fala alto. É preciso, urgentemente, ouvi-la.
 

D.POP
Publicado no diHHITT

Resiliência como superação de crise

A resiliência é um conceito psicológico emprestado da física, definido como a capacidade de lidarmos com problemas, superarmos obstáculos ou resistirmos à pressão de situações adversas. Desenvolver a capacidade de resiliência nos dá habilidade de estarmos inseridos em todos os meios, sabendo lidar com situações que hoje nos causam conflitos. O curso Novo Ser aborda temas como descobrir o que se quer e programar metas e objetivos, alinhando-se na busca de si mesmo; contatar o seu interior para saber lidar consigo e com o outro; e eliminar traumas e conflitos do passado auxiliando que tal abalo não mais se reflita na vida cotidiana, tornando a vida mais harmônica e luminosa. Resumindo: após um momento de adversidade e desmotivação, evoluir positivamente em uma situação traumática do passado. Tomando a Física como exemplo, resiliência é a capacidade de um material voltar ao seu estado normal depois de ter sofrido tensão. O curso que intitulei de Novo Ser se dispõe a oportunizar uma reconexão com os nossos valores, reconhecendo o potencial e a beleza interior de cada um. Na realidade, é uma busca, na essência, da melhor forma de nos fortalecermos e crescermos. Vivemos em sociedade e necessitamos uns dos outros, logo, precisamos nos tornar mais flexíveis.  Para tanto, uso o sistema Biodanza tem o objetivo de gerar sentimento de alegria interior, entusiasmo e plenitude a partir da motivação para viver, restabelecendo a conexão consigo, com o outro e com o universo. Por intermédio de movimentos, crio um ambiente rico de estímulos para a autoexpressão. Readquirindo a autoestima e a autoconfiança, conseguimos criar forças para seguir adiante e vencer medos e traumas. Esses nós devem ser desfeitos para podermos nos equilibrar de forma mais alinhada e caminhar com determinação na estrada da vida. Falar parece fácil, mas o exercício diário é que traz os resultados. Convido a todos a participar dessas mudanças que poderão ficar marcadas para sempre. O curso Novo Ser acontecerá por quatro dias (20 a 23 de agosto) numa casa de retiro, no meio da natureza, na cidade de Passo Fundo/RS. 


Eloir Severo.
Publicado no diHHITT



segunda-feira, 20 de julho de 2015

Mandatos extraordinários

Dizem que “a Justiça tarda, mas não falha”, mas aqui no Brasil a Justiça tarda excessivamente e falha muito mais do que o minimamente razoável. Logo, as operações de busca e apreensão em casas e escritórios de políticos e do ex-presidente Fernando Collor de Mello podem ser um ótimo indício de que as coisas estão mudando. Pego de calças curtas, Collor sofreu a punição moral, quando renunciou à Presidência, e a punição política, quando teve o mandato cassado pelo Congresso. Ele, entretanto, jamais teve qualquer punição da Justiça. Após anos e anos de “investigações”, o Supremo Tribunal Federal acabou por absolvê-lo, o que, àquela altura, não mereceu mais do que pé de página da imprensa. Collor ressurgiu das cinzas como senador eleito por Alagoas em 2006 e ganhou um troféu com sabor especial: as graças do então presidente Lula, que o abraçou efusivamente e previu que faria “um mandato excepcional”. Logo ele, Lula, que liderou a campanha de difamação do adversário de 1989 e que, depois da derrota, teve papel relevante para reduzir o governo Collor a pó. Mais de 20 anos após o impeachment e quase dez depois de ser introduzido ao admirável mundo novo de Lula e do PT, o país tem agora a chance de responder àquela perguntinha que nunca quis calar: Collor caiu só por pressão política ou por que tinha culpa no cartório? A Lava Jato, a infiltração de Collor na Petrobras na era Lula e a descoberta de que ele embolsou nada mais, nada menos que R$ 20 milhões reduzem essa dúvida a perto de zero. A Operação Politeia, deflagrada pela Polícia Federal, abre uma etapa decisiva da Lava Jato, porque chega finalmente aos políticos investigados pelo Supremo e atinge Collor em cheio. Isso, porém, pode favorecer Dilma Rousseff, num momento em que ela está sob ameaça de cair, mas boa parte do Congresso também está enrolada e na mira das investigações da Justiça, do Ministério Público e da Polícia Federal. Destituir Collor foi fácil, porque ele já tinha uma imagem negativa entre os bem informados e foi se deteriorando de vez com o tesoureiro PC Farias (sempre os tesoureiros...), o Fiat Elba, as fontes nababescas da mesma Casa da Dinda que, aliás, agora acolhe Ferrari, Lamborghini e Porsche. E foi fácil também porque o Congresso estava forte, exalando legitimidade com o ar puro das Diretas Já, da eleição de Tancredo Neves e da nova Constituição. O ambiente em que se discute a destituição de Dilma Rousseff, seja pela reprovação das contas de campanha no TSE, seja pela rejeição das contas de governo no TCU, é completamente diferente. Se Dilma, Lula e o PT estão no “volume morto”, e com ótimas razões, não se pode dizer que o Congresso e mesmo o TCU estejam navegando em águas caribenhas. Até os presidentes da Câmara e do Senado e o filho do presidente do TCU estão sendo investigados. Vai que as próximas buscas e apreensões sejam nas casas oficiais de suas excelências... Com que autoridade poderão comandar uma votação para depor Dilma? Aliás, os articuladores de uma frente suprapartidária para alçar Michel Temer à Presidência, em caso de impeachment de Dilma, entraram em pânico ao saber que Eduardo Cunha e Paulinho da Força andaram discutindo com o ministro do Supremo Gilmar Mendes uma solução tripartite, na qual Temer, Renan e o próprio Cunha assumiriam o poder. Isso desmoraliza qualquer articulação pró-Temer. Ou é de uma burrice incomensurável ou só pode ser manobra diversionista, coisa de dilmista de primeira hora para criar um “xô, impeachment!”. Dilma é um desastre, Lula meteu os pés pelas mãos e o PT afundou por conta própria. Logo, articular a ascensão de Temer numa frente de forças políticas relevantes é constitucional e legítimo. Mas conspirar para um triunvirato Temer, Renan e Cunha, com Paulinho da Força pontificando? Depois de 23 anos da queda de Collor e dos “caras pintadas”, era só o que nos faltava.


 Eliane Cantanhêde.
Publicado originalmente no diHITT


sexta-feira, 17 de julho de 2015

NOVO SMARTPHONE

Marshall lança smartphone com foco em reprodução de músicas


Marshall anunciou, nesta quinta-feira (16/07)), o seu primeiro smartphone. A empresa é conhecida por seus lançamentos de fones de ouvidos e amplificadores de instrumentos musicais.
Segundo a empresa, o modelo chamado de London, tem o objetivo de reproduzir músicas com qualidade. O dispositivo possui um processador de áudio de alta qualidade, duas caixas de som na parte frontal. O smartphone ainda tem um botão que pode ser programado para abrir automaticamente aplicativos musicais. Há também uma roda lateral para ajuste manual do volume e um par de fones de ouvido da própria Marshal.
marshall-london-phone-4
O aparelho possui uma tela de 4,7 polegadas com 720 pixels, 2 GB de memória, 16 GB de armazenamento interno e uma câmera de 8 megapixels. O celular custa cerca de R$ 1.860, mas ainda não tem previsão de lançamento no mercado brasileiro. 
Publicado no DIHTT

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Desnudando-se

     La Maja Desnuda


Ao contemplar sua pele
Percebo a generosidade do teu colo.
Exibindo sua intimidade, revelas ser mulher.
Entre sussurros expande seu gozo
E num sorriso franco mostra a beleza do teu ser!
Vem, me encanta, suga meu sentido, delicia-te no néctar do viver.
Se entrega candidamente ao teu verdugo

Que estranhamente te conduz aos delírios do prazer...

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Ideias para combater tráfico de animais podem render prêmios de até US$ 500 mil

DESAFIO PELA BIODIVERSIDADE
Tem uma ideia inovadora para combater o comércio ilegal de animais silvestres? É sua chance de colocá-la em prática e, de quebra, receber patrocínio de até US$ 500 mil, assessoramento técnico e apoio para desenvolver uma rede de relacionamentos para aprimorar os projetos.

Para concorrer, basta inscrever sua solução científica e tecnológica para o problema no concurso Wildlife Crime Tech Challenge, da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (Usaid). Organizações e indivíduos podem se inscrever, até 30/06, por meio do site da iniciativa.

As propostas devem contemplar, ao menos, um dos quatro temas abaixo:
- identificação de corrupção na cadeia de tráfico de animais;
- rastreamento de rotas de tráfico de animais silvestres;
- redução da demanda por animais silvestres, e
- reforço de provas forenses para embasar processos judiciais.

Todas as sinopses, que devem ser escritas em inglês, serão avaliadas por um comitê julgador, que selecionará as mais promissoras para a segunda etapa da competição. No total, três etapas eliminatórias definirão os finalistas, que receberão patrocínio que pode variar de US$ 100 mil a US$ 500 mil.

O concurso tem como objetivo identificar e incentivar novas perspectivas para deter o tráfico de animais silvestres, terceira atividade ilícita mais lucrativa do planeta, que movimenta de US$ 10 a 20 bilhões anuais, perdendo apenas para o tráfico de drogas e de armas. 

O desafio é realizado em parceria com a revista National Geographic, o Instituto Smithsonian e a rede de monitorização do comércio de animais silvestres TRAFFIC.
http://planetasustentavel.abril.com.br/index.shtml

Ninguém é dono da língua portuguesa

Está em discussão, na Academia de Ciências de Lisboa, o projeto de reedição do seu Dicionário, cuja primeira edição data de 2001.  Foi organizado pelo competente filólogo Malaca Casteleiro, um grande amigo do nosso saudoso imortal Antônio Houaiss, a quem se deve o esforço maior pela sonhada unificação ortográfica da língua portuguesa. Segundo o presidente da ACL, escritor Artur Anselmo, que nos  recebeu com muita fidalguia, o dicionário deverá estar pronto, com 100 mil verbetes, na primavera de 2016.  Entre suas inovações, como informou a professora Ana Salgado, figuram  as palavras selfie e sustentabilidade, além de cerca de 800 termos do lexical galego. A sua plataforma digital pertence à Universidade do Minho, que se tornou parceira da ACL, nesse importante projeto. Anotamos duas premissas essenciais, na visita à Academia de Lisboa. A primeira delas refere-se à convicção de que ninguém é dono da língua portuguesa. Portugal e suas antigas colônias têm hoje cerca de 30 milhões de usuários da língua portuguesa, enquanto o Brasil passou dos 200 milhões. Essa desproporção não confere a nenhuma nação uma incômoda hegemonia. A segunda observação é mais delicada. Há uma tendência, na elaboração da 2ª edição, de privilegiar, na escolha dos verbetes, uma visão euro-africana. Isso quer dizer que a nossa contribuição ficaria adstrita a “brasileirismos”, que é um  conceito naturalmente muito limitado e excludente. Tendo recebido a chance de me manifestar, mostrei a dificuldade de estabelecer essa linha de  conduta.  Dei como exemplo a palavra pau-Brasil, criada pelos primeiros colonizadores que chegaram ao Brasil, todos portugueses, para identificar na nossa língua o que os índios tupis chamavam de ibirapitanga (madeira vermelha). Hoje, pode-se afirmar que a palavra composta pertence à língua portuguesa ou é um simples brasileirismo? Praticamos em nosso país – e com imenso prazer – a língua portuguesa.  Houve tentativa de escritores ilustres, como Lima Barreto e Afrânio Coutinho, de criar a língua brasileira. Não vingou. Ficamos com a língua portuguesa, inculta e bela, na  plenitude do seu emprego, que não despreza a forma como se fala nas oito nações da comunidade lusófona. Provocado pelo acadêmico António Valdemar, confessei o desejo de trabalhar pela perfeita comunhão dos nossos povos, com o respeito  às características da língua portuguesa, seja ela falada desta ou daquela maneira. A fonética não nos deve separar. Assim trabalhamos na elaboração do Vocabulário Ortográfico da ABL, desde a década de 80, com os seus 360 mil verbetes e que hoje já se encontra na 5ª edição. O mesmo pode ser dito em relação ao nosso Dicionário, inclusive o míni, sob os cuidados do dedicado filólogo e  acadêmico Evanildo Bechara. Os nossos irmãos portugueses podem estar certos de que, da parte do Brasil, jamais faltará colaboração e carinho, no objetivo maior de servir à língua de Camões e Machado de Assis. 
ArnaldoNiskier.

quarta-feira, 8 de julho de 2015

DISPONÍVEL









Ansiosa espero o toque do telefone
Em frenesi meu corpo imagina o que ira conhecer.
Do outro lado, também sonham com meu corpo.
Mãos ávidas se tocam naturalmente, despertando cada parte do próprio ser!
Então vem e quando chega se transforma, o lobo passa a ser cordeiro e a lascívia e a luxuria tomam conta.
Delicia-se no meu corpo, sente a maciez da minha pele.
Deixa tua boca explorar o meu intimo.

Desfruta do meu corpo, pois vivo do teu prazer!

terça-feira, 7 de julho de 2015

Escravidão:Quem é escravo e quem é livre?



Hoje falando com alguns colegas, surgiu o tema da escravidão nos nossos dias. Talvez influenciados (como o resto da população) pela matéria do Fantástico de semanas passadas . Diversos comentários surgiram, até Machado de Assis foi mencionado, mas todos eles, em geral confirmaram minha antiga suspeita que somente podem-se escravizar aqueles que mentalmente aceitam serem escravos.  Concordo com os seus argumentos que dizem que muitas pessoas não podem evitar ou escapar da escravidão. Mas, meu argumento é: estou falando da escravidão mental, da escravidão cultural, da qual muitos poucos se apercebem. Suas correntes são invisíveis e leves, algumas vezes até de material nobre e caro. Já tenho ouvido histórias de pessoas que foram capturadas e forçadas à escravidão, mas nunca foram escravos nas suas almas ou corações. Conheço outras que aparentemente são livres, no entanto vivem acorrentadas e prisioneiras de seus vícios, medos ou carências. Medo de perder o emprego e não poder pagar as contas. Carência de afeto, amor da família que leva a aceitar companhias das quais não se gostam. Vícios que nos tornam dependentes e nos levam a fazer coisas contra a vontade. Teve um revolucionário no início da revolução pela independência da Argentina da Espanha, cujo nome era Mariano Moreno e quando numa das reviravoltas da guerra foi aprisionado e enviado de volta para Espanha, escreveu nos muros da prisão: - Bárbaros, as ideias não se matam. Parafraseando podemos dizer, podem acorrentar meu corpo, mas meu espírito sempre será livre. Os argumentos que são usados para recrutar alguém que está morrendo de fome: - Posso dar-lhe trabalho para ajuda-lo, mas somente posso pagar com comida.  O engraçado é que a pessoa fica até agradecido pelo gesto de bondade do empregador. Da mesma maneira aceitamos ganhar menos do que deveríamos pela oportunidade de trabalhar.  Aceitamos um salário mínimo para poder trabalhar, quando essa remuneração nos tira toda a dignidade que nos resta. Ficamos gratos quando nos dão um aumento de 10%, 2% ou 3 % de ganho real (?), enquanto os políticos, funcionários públicos e seus acólitos ganham aumentos de 20 ou 30% sobre ganhos muito maiores do que o mínimo de um trabalhador comum. Aceitamos trabalhar 35 ou 40 anos para receber aposentadorias que nos denigrem e baixam nossos níveis de vida, enquanto os outros já mencionados trabalham poucos anos e tem direito a aposentadorias 10, 20 vezes maiores que as nossas.  Aceitamos que nossos seguros de saúde aumentem e não possamos paga-los ou não nos aceitem como segurados quando mais os necessitamos. Quantos calam em lugar de falar o que pensam ou o que sabem por medo? Falem para mim: Quem é escravo e quem é livre? Ricardo Irigoyen.



PÉROLAS



Eduardo Galeano - Geledés

"Enquanto os donos de tudo não conseguem dormir os donos de nada não conseguem comer"



Mario Moreno

"Bárbaros, as ideias não se matam."


sexta-feira, 3 de julho de 2015


O futuro de todos nós


Pode estar nascendo hoje o último ser humano a vagar pela Terra. A menos que façamos algo para evitar a extinção. A maior parte das pessoas tem uma visão dramática sobre o fim dos tempos. Um grande meteoro em rota de colisão com nosso planeta; uma mudança repentina nas condições atmosféricas; a transformação do Sol em uma supernova. As previsões estão atreladas à ciência. Mas há outro vaticínio em andamento. Se o fim viesse de fenômenos naturais, tudo se encerraria em questão de minutos. Seria uma forma digna de dar adeus. Indigno é se despedir silenciosamente, ignorando as relações humanas. Está chovendo lá fora? Quem disse que é preciso olhar para saber? Um amigo tenta conversar enquanto você divaga no celular? Bobo é ele, achando que está recebendo alguma atenção. O mundo real virou coadjuvante. Tudo é conexão. “Abram os vidros, deixem-me ver as árvores”, disse o poeta Alexandre Herculan o. Já fez isso hoje? A natureza, bela por essência, perfeita por criação. As árvores fazem parte de uma linhagem comum na história da vida. Somos irmãos de longa data. Entretanto, abdicamos delas em favor de gigantes de tijolos e metal. Passamos a construir nosso próprio mundo. O ser humano ousa ser Deus. O último de nossa raça pode estar nascendo, pois robotizamos emoções. Grilhões de uma rotina grosseira, voltada para o vício no superficial, tomaram nossa vida. Não há um mísero minuto de relaxamento para pensar. O dinheiro nublou a compreensão das pessoas. O poder corrompeu os princípios mais basilares de convivência social. Deixamos de existir como conjunto, a partir do momento que a indiferença passou a dominar os relacionamentos. Correções de curso acontecem, mas chegamos a uma maturidade do supérfluo. A geração de hoje, operária de um vindouro futuro, vendeu-se para a impessoalidade. Um meteoro nada significa perante uma morte lenta e dolorosa, incitada pelo escárnio e pela falta de interesse no próximo. O Sol explodir, uma mudança climática... A instantaneidade nos beneficiaria. Resta aguardar a manifestação de uma fagulha de esperança. Uma pequena atitude que altere o curso do destino. Lembre-se: o poder de mudar realidades está na mão de cada um. Pense nisso, pelo bem de todos nós.     Gabriel Bocorny Guidotti.

Copy and WIN : http://ow.ly/KNICZ