Muito se fala de amor,
mas o que mais me falta é um poema.
Um poema não precisa necessariamente falar de amor,
mas quando fala, encanta, enternece, motiva.
Que falta me faz um poema.
Um poema onde possa dizer que meu pranto é por amor.
que minha tristeza é pela ausência.
E a saudade, a falta do poema que é você.
Um espaço destinado a poemas, notícias e crítica gastronômica.
terça-feira, 31 de agosto de 2010
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Sair, correr ou fugir
A cada dia, um novo espaço é descoberto. Nessa dúvida fico pensando se devo continuar a luta, sair de cena, apenas correr ou fugir. Espero pelas definições, cansado de ver tanta injustiça, tanta gente querendo enganar, vilependiar, roubar, esconder.
Assisto na televisão as atrocidades que cometemos no mundo e fico pensando: "será que somos tão estúpidos que não conseguimos perceber o quanto de mal fazemos a nós mesmos?" Isso me angustia cada vez mais e essa angustia me impele a ser tolerante.
Porém surge uma revolta escondida que dá vontade de fazer loucuras, principalmente com os facíonoras que exploram, enganam, mentem...
É hora de votar, mas será que vale a pena, ou estamos tentando nos enganar mais uma vez?
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Começo de Campanha

Terminada a Copa do Mundo, começa a campanha eleitoral. Já tem comitê instalado e candidato cabalando pesquisador e mentor de campanha, visando conseguir a eleição. Em Cascavel, todos os que postulam êxito podem sair vitoriosos, basta que recebam votos e é nessa hora que um bom articulador faz a diferença. Já passei por vários pontos e pude perceber que em alguns, teremos boas festas,muita mulher pelada, churrasco e bebida, mas voto mesmo, serão poucos. Tem muito candidato que vai consquistar mais de 30 mil votos e vai ficar chupando o dedo. Depois não digam que não avisei...
sábado, 10 de julho de 2010
O canto do Ipê Foiiiiido...

O título parece estranho, mas aconteceu e ainda deve acontecer em alguma delegacia de polícia do Paraná, onde esteja lotado o delegado titular da façanha.
Esse relato aconteceu em Medianeira, nos idos de 1994, quando eu trabalhava na Gazeta do Paraná.
Era repórter da sucursal naquela cidade e um belo dia encontrei o "Gilbertão", ex-policial, hoje Bacharel em Direito e que estava lotado naquela cidade. Ao me encontrar, manifestou sua alegria e em seguida me estendeu o convite para uma janta que aconteceria na delegacia.
Lá pelas 19 horas fui chegando. Recebido pelo Gilbertão, fui apresentado ao doutor Luiz Kikuchi, delegado títular. Outros agentes e convidados estavam no local, esperando a hora da bóia.
Mas o que me chamou atenção era um sujeito magrinho, que descarregou de uma caminhonete umas 10 caixas. Tudo muito bem embalado e cuidado. Um equipamento de som espetacular, um violão maravilhoso. Quando ele começou a abrir as caixas fiquei impressionado. Delas afloravam centenas de livros de letras de músicas.
Chamei o Gilbertão e perguntei se aquele aparato todo era constante ou era uma apresentação especial de algum artista convidado. O policial então me explicou que o cidadão magrinho era na verdade o delegado titular de Matelândia e que também tinha sido convidado ao jantar. Disse ele ainda, que a maior alegria do delegado, que ainda deve estar na ativa, era cantar em festividades como aquela.
Comentei do aparato de som, do violão e das caixas cheias de cadernos musicais e o Gilberto me alertou: "Você vai ver quando ele começar a cantar. Se prepare!"
Fiquei observando o delegado ajeitar o som, arrumar o banco, preparar o cavalete para os cadernos, mexer na afinação do violão.
A cerimônia de preparação me fazia crer que naquela noite veria uma apresentação similar a do Roberto Carlos.
Imerso em seus afazeres musicais, o delegado continuava cuidando dos preparativos que demandaram umas duas horas.
Quando foi anunciado o jantar, por volta das 21 horas, o delegado se ajeitou no banco, pegou o violão e abriu o verbo. Da sua boca surgiu uma voz esganiçada, pior que taquara rachada e seus pulmões soltaram o clássico sertanejo das prisões, IPÊ FLORIDO, da dupla Liu e Leu, mais ou menos assim: "Meu ipê foiiiiiiidooooooo, junto à minha céia, hoje tem altuia, da mia janéia... Só uma difeiença, há em nóis agóia, aqui dento as noite, não tem mais auióia, quanta caidade tem você lá fóia...."
Confesso que descobri porque ninguém puxava conversa com o delegado. Apesar de ser um ótimo sujeito, ele torturava os ouvidos de quem estivesse por perto. Mas fazer o que, se esse era o sonho do delegado que acabou sendo transferido para Corbélia, onde permaneceu durante bom tempo.
Tomara que ele tenha parado de cantar.
segunda-feira, 5 de julho de 2010
Como nasce um amor

A noite prometia. Estacionado diante da portaria, ansiava pela chegada da mulher. Depois de um encontro casual numa sala de bate papo na internet, a conversa evoluiu para telefonemas simples e diretos, sem galanteios ou insinuações, até que chegou o dia do encontro. No horário combinado ela apareceu. Trajava um vestido discreto, sua pele branca destacava-se na penumbra que envolia a portaria do prédio. Ele abriu a porta, ela entrou. Um leve beijo no rosto marcou o início do encontro.
O carro seguiu até um Centro de Compras onde os dois pararam. Pouca conversa, um lanche, um refrigerante e sairam. Poucos instantes depois o carro parava no estacionamento central e dentro dele começava uma conversa leve, sem muitas surpresas, afinal, ja tinham conversado bastante por telefone. Subitamente um beijo, vivo, molhado, sequioso, daqueles que acende a libido e deixa a alma leve. Ambos buscavam momentos de prazer. Dai para o pedido foi um instante. Uma frase ecoou dentro do carro.
_ Você é livre, pode escolher entre duas alternativas. É sim ou sim!!!!!
Um sorriso selou aquele dizer. Os lábos se tocaram novamente e o carro tomou rumo do motel. Lá, foram momentos mágicos que se seguiram de espasmos de ambos os corpos. A partir de então os encontros aconteceram com regularidade de amantes despreocupados, cada um buscando ao outro em momentos distintos. A cumplicidade foi tomando corpo. Confidencias foram trocadas e a cozinha passou a ser ponto de afinidade cada vez maior.
Os anos passaram e em dado momento ele sentiu que ela se afastava. Uma dúvida tomou conta do seu ser. Uma fúria se apossou dele ao imaginar que estava perdendo o carinho e os afagos da mulher. Mas isso estava acontecendo com ele? Um homem acostumado a ser frio, insensível? Estava mesmo desesperando-se por uma única mulher?
Foi difícil reconhecer, mas a procurou, estacionou o carro numa sombra e enquanto uma lágrima teimava em descer pelo seu rosto sentenciou: "Eu Te Amo", declarou. Foi assim que descobriu como nasce um amor...
sexta-feira, 25 de junho de 2010
Os Fantasmas do Centro Cultural

Inaugurado em 1982 pelo então prefeito Jacy Miguel Scanagatta, o Centro Cultural Gilberto Mayer tem, em sua história, causos de arrepiar.
Desde os primeiros tijolos até as cadeiras, tudo em sua construção está envolto em mistério.
A obra, erguida onde funcionava a cadeia pública de Cascavel, na rua Duque de Caxias, começou com denúncias de superfaturamento que culminaram com a colocação das cadeiras. Elas foram adquiridas do extinto Cine Avenida, que curiosamente pertencia ao Grupo Delfim, que tem como seu maior acionista o então prefeito Jacy Scanagatta. Mas essa história já prescreveu e até as cadeiras já viraram cinzas.
O que interessa são as histórias que fizeram e algumas ainda fazem parte da lenda que trata dos “fantasmas” que habitam os teatros em todo o mundo.
Para reforçar essas histórias, vamos citar dois homens em especial: Carlito Silva e Abraão. Os dois começaram a trabalhar como servidores do município na construção do Centro Cultural. Depois que a obra foi concluída, foram incorporados ao quadro de servidores como vigias. Ambos estão aposentados. Carlito mora no Jardim Floresta e Abraão na Vila Neva.
No pátio onde está a futura Praça Frederico Sefrin (onde está sendo construído o teatro Municipal - também "encantado") e onde também está o C. C. Gilberto Mayer, havia vários poços.
Dentro do corredor que levava à carceragem, o maior e mais tenebroso deles. Com 29 metros de profundidade e 6 metros de água, era usado como instrumento de tortura pelo então carcereiro, sargento Arthur, mais conhecido como “coice de mula”, tendo em vista a maneira “cortês” com que tratava os detentos.
Um dos passatempos preferidos do sargento "coice de mula" era pendurar os detentos pelos pés e atirá-los no poço. Depois eram puxados por uma manivela que rangia. Contam que vários homens sucumbiram diante da tortura e foram “enterrados” nos poços desativados que tinha no pátio. Isso nunca foi investigado e hoje é praticamente impossível descobrir se é ou não verdade, tendo em vista que pelo menos 3 desses poços estão sepultados pelas obras do novo teatro que está sendo construído.
Carlito e Abraão juram que nas noites em que cuidavam do patrimônio público como vigias e antes mesmo, durante as obras, era comum verem sombras pelo local, sombras essas que emitiam lamentos de dor.
Uma coisa é certa: o novo teatro pode demorar a ficar pronto, mas quando isso acontecer, dentro dele já teremos os fantasmas que são tão comuns nas histórias dos teatros e seus momentos únicos de denúncia e diversão.
Vamos ao baile?
Ao que parece, as denúncias que fiz por aqui estão tomando corpo.
Na manhã de hoje (25) sexta-feira, enquanto o Brasil empatava sem abertura de contagem na África do Sul, um funcionário da prefeitura denunciava as festas que estão sendo oferecidas aos servidores para que apóiem a candidatura de André Bueno (claro que isto está im(ex)plícito!!!).
A denuncia está postada no portal da CGN para quem quiser ver e ouvir. O servidor, que não permitiu a identificação, apresentou os "convites" que estão em nome do PDT e foram entregues na escola por servidores da educação, funcionários do primeiro andar da prefeitura, fizeram questão de frisar nas escolas que o evento não é financiado por dinheiro da Educação, tanto que estavam usando seus veículos particulares (mas estavam em horário de trabalho!!!????).
Se o Ministério Público quiser, tem provas suficientes para intervir. No mínimo é propaganda irregular.
O convite tem na parte da frente o preço: R$ 30,00... mas quero que me apresentem o dinheiro. Também tem direito à consumação e o mais estranho está na parte posterior. Nunca vi alguém que vende ingresso pedindo nome, endereço eletrônico e data de aniversário de quem comparece.
Me façam rir por favor (kkkkkkkkkk...).
Bem, como disse que eu tinha os ingressos, acima estão os dois que me foram doados e não paguei nada por isso.
E então????? Vamos ao baile????
Mas não esqueçam: sexta-feira, dia 25, é somente para estagiários (funcionários baratos da educação, sem vínculo empregatício, mas ELEITORES).
Os funcionários da Educação, concursados (IMENSA QUANTIDADE DE ELEITORES), terão seu embalo SÁBADO À NOITE, dia 26 de junho.
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