segunda-feira, 28 de maio de 2012

O que nos resta é a arte

Neste final de semana, perambulando pelas ruas de Curitiba, pude ver alguns pontos culturais da capital. Isso foi um alento à minha alma inquieta por justiça, beleza e bem estar. Pude visitar o Museu Oscar Niemayer, o museu do "Olho", como dizem os mortais. Tambem andei pelas imediações do Teatro Guaíra, lembrando da apresentação no "Guairinha" e aproveitei para uma foto no monumento à Lala, essa bailarina fantástica que nem todos tiveram a oportunidade de ver, entre os quais me incluo.


Espero que um dia tenhamos em Cascavel tantos pontos quantos mereçam os abnegados da arte cabocla. Que assim seja.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Matar, viver ou morrer, quem dá mais...

Muitos me criticaram, outros cobraram, outros ainda lamentaram, dizendo que estou ausente, que não compartilho, não crítico, nao participo. Mas quem realmente me conhece? Quem sabe há quanto tempo venho lutando por uma Cascavel melhor, um Estado mais justo e um Brasil que se tenha motivo de alegria viver.
No entanto, continuo vendo campear a injustiça enquanto miseráveis defendem latifundiários arrogantes que disparam seus "canhões" na madrugada, matando por se acharem "acima do bem e do mal". São herdeiros da violência, comensais da injustiça, filhos dos desesperados que se atem à força para garantir suas "posses". Mas os dias vão passando e assim como morrem policiais federais, também morrem bandidos disfarçados de gente bem, que levam no sangue a morte julgada de forma fraudada no passado. Pagam ainda o erro dos pais, enquanto esquecem que tambem vão morrer, seja amanhã, ou daqui mil anos, não importa, vai acontecer e seus filhos, mais cedo ou mais tarde terão que enfrentar a ira que vai sair dos casebres, as foices se levantarão novamente e o povo e a verdadeira democracia haverá de prosperar.
Acorda povo meu, está chegando a hora, a revolução é feita por soldados, não por generais que se escondem sob a desculpa de "preparar estratégias" em escolas de guerra. A força do povo esta no povo e não nos que pensam ser poderosos. Eles são como "mula sem cabeça", e basta uma réstia de sol para desaparecerem na bruma que vem pela manhã.
Só lamento ter que deixar parábolas para serem decifradas no futuro que sei que vira. Hoje ja não me importo mais por não ver a vitória popular. Sei que vai acontecer e quando acontecer, se estiver em algum lugar, seja no céu ou no inferno, vou saber. Se não, tambem vou saber, pois sou parte inseparável da humanidade...

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Mandando a arte embora

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Nessa segunda-feira, 27-02-2012,tive o prazer de ver e ouvir dois artistas de rua na avenida Brasil em Cascavel. Dois rapazes, um paranaense e um argentino tocavam e cantavam defronte ao Magazine Luiza. Repentinamente fui surpreendido pela presença de um funcionário da loja que solicitou aos rapazes que parassem de tocar, tendo em vista que ele queria fazer a divulgação das ofertas da loja. Esqueceu ele que os rapazes lhe traziam mais fregueses que seu som horrível. Fica registrado o protesto.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

As "burrices" históricas caem por si

Bem recentemente, logo ali atrás, no ano passado, a Câmara de Vereadores de Cascavel, visando unicamente "atender" aos "interesses dos comerciantes" da cidade, resolveu "mudar" a data do aniversário do município e atropelou um trabalho que demorou anos para ser conquistado, ou seja, corrigir um erro histórico da comemoração da instalação do município. Fizeram várias elocubrações a respeito, desprezaram a história e mudaram a data. A primeira bordoada os vereadores receberam dos comerciantes que tanto alegaram "prejuizo" em comemorar o aniversário de Cascavel no dia 14 de dezembro (alegavam que a data próxima do natal, abala o comércio) resolveram que fechar o comércio às vésperas de um feriado Nacional (Proclamação da República 15/11) é bem pior e acabaram abrindo no feriado Nacional. Mas o pior veio depois, mais precisamente no dia 14 de dezembro, quando os vereadores comemoraram o aniversário de 59 anos de instalação do Poder Legislativo. É ai que queria chegar, como o município comemorou 60 anos, se a Câmara só tem 59 e o município foi instalado pelos vereadores através da Lei numero 0001;1952. Tentem explicar para a história como um município pode comemorar 60 anos sem nunca ter tido 59. Um dia voces serão motivo de riso, eu só lamento que tambem não vou estar aqui.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Quando conheci o Alegrete

Foi numa dessas minhas viajadas que adentrei no Rio Grande. Passando por Marcelino Ramos, terra onde surgiu o Edgar, cruzei em Gaurama, onde o hotel não aceita cartão de débito, segui a Erechim e Passo Fundo. Até ai, nada de mas, como dizem naquelas plagas, mas de Santa Maria Pra Frente a viagem me lembrou Minas Gerais, tudo é muito longe. Do coração do Rio Grande até a entrada de São Gabriel não existe sequer um posto de gasolina para o vivente descansar as pernas, mas indo de Rosário ao fim da tarde, como diz a melodia, fiquei naquela expectativa. Queria saber o que o poeta tentava me dizer de tão belo. Imaginei o por do sol, pois a mesma letra fala "de quem vem de Uruguaiana de manhã" mas entrei na cidade e nada. Por do sol normal, uma cidade antiga, paredes soltando reboco, muita sujeira, calçadas mal feitas, mas um povo admirável. Primeira tarefa foi procurar um hotel para pernoitar, qualquer hora conto como foi essa epopéia, e depois, como bom visitante, disse que gostaria de tomar uma "canha" como fazem todos os corajosos que se aventuram em terras novas. Perguntei onde fica o pior bolicho da cidade e qual foi minha surpresa que me contaram e me mostraram. Era uma bodega pela qual havia passado na frente e já tinha elevado ela na minha liga de votáveis. Devidamente preparado adentrei ao estabelecimento e por trás do balcão um vivente, mais pra lá que prá cá pediu o que eu desejava. Pra fazer uma média, declarei que havia ouvido comentário de que ali se encontrava a melhor cachaça do Rio Grande. Ele me perguntou se queria com alho. Olhando a prateleira, pedi se não tinha com butiá. De pronto ele me respondeu: "índio do céu, não é que os butiás deram muito pequenos esse ano". Olhei de soslaio na prateleira, analisei o teor de cada pote, isso mesmo, toda a cachaça estava armazenada em potes, e lasquei: "me dá com alho mesmo, mas me serve só um trago, pois não sou homem acostumado com essas extravagâncias". Não sei se ele não me entendeu, só sei que pegou um copo, daqueles enormes e passou a enche-lo. Como o bolicheiro já estava de beiço mole, achei mais prudente não contraria-lo. Ele me serviu e passou a contar que era pai de 15 filhos, que tinha mansão e coisa e tal,e que tudo saia do lucro do bolicho. Mas pelo que senti, se aquele buteco da lucro, eu sou milionário ou os filhos do sujeito estão morrendo a minguá. Dei um jeito de entornar a cachaça na calçada, paguei e sai de fininho, prometendo a mim que nunca mais vou dar uma de valente quando o assunto é cachaça. Depois disso, fiz o que devia e sai do Alegrete, seguindo o rumo do meu próprio coração e na estrada não encontrei nenhum ginete, nem ouvi toques de gaita e de violão. Vou tratar o "Canto Alegretense", a musica mais gravada do Rio Grande a partir de agora, como mais um daqueles contos de gabolice dos gaúchos. Vocês não precisam disso!

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Demorou, mas voltei

Depois de muito tempo, primeiro num penoso tratamento, depois em busca de um trabalho que permitisse a minha sobrevivência (abandonei a Tribuna das Cidades)finalmente a chuva caiu na terra árida da minha vida e passei a desenvolver um dos trabalhos que mais gosto, a pesquisa. Estou contratado pela Angulo Pesquisas de Curitiba e desde o começo, tenho percorrido esse Brasil de todas as gentes. Nesse instante, quando são precisamente 8 horas em Brasília, escrevo de um quarto no Hotel Nacional Inn Previdência, na linda Araxá, embalado pelo som dos pássaro, tais como, papagaios, sabiás e tucanos.
Não conhecia essa parte do Brasil, mas estou feliz em saber que não é em todo o lugar que a devastação tomou conta. Aqui tem agricultores, fazendeiros, meeiros, uma culinária excepcional e o melhor, a natureza ainda existe. Isso é uma prova de que podemos utilizar os recursos naturais sem devastar.
Sintia saudades de ver bandos de papagaios voando em alarido e essas viagens tem me proporcionado isso, apesar do pouco tempo para a contemplação. Prometo que dentro das possibilidades vou postar algumas fotos ou quem sabe um vídeo, pedindo desculpas a todos que me acompanham pela demora. Em tempo: vou continuar com as cronicas da cidade.
Abraços a todos.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Cartaz do Filme

Já está pronto o Cartaz do Curta Metragem produzido por Porto Vídeo. Em breve todos poderão assistir. Um abraço.