segunda-feira, 5 de julho de 2010

Como nasce um amor


A noite prometia. Estacionado diante da portaria, ansiava pela chegada da mulher. Depois de um encontro casual numa sala de bate papo na internet, a conversa evoluiu para telefonemas simples e diretos, sem galanteios ou insinuações, até que chegou o dia do encontro. No horário combinado ela apareceu. Trajava um vestido discreto, sua pele branca destacava-se na penumbra que envolia a portaria do prédio. Ele abriu a porta, ela entrou. Um leve beijo no rosto marcou o início do encontro.
O carro seguiu até um Centro de Compras onde os dois pararam. Pouca conversa, um lanche, um refrigerante e sairam. Poucos instantes depois o carro parava no estacionamento central e dentro dele começava uma conversa leve, sem muitas surpresas, afinal, ja tinham conversado bastante por telefone. Subitamente um beijo, vivo, molhado, sequioso, daqueles que acende a libido e deixa a alma leve. Ambos buscavam momentos de prazer. Dai para o pedido foi um instante. Uma frase ecoou dentro do carro.
_ Você é livre, pode escolher entre duas alternativas. É sim ou sim!!!!!
Um sorriso selou aquele dizer. Os lábos se tocaram novamente e o carro tomou rumo do motel. Lá, foram momentos mágicos que se seguiram de espasmos de ambos os corpos. A partir de então os encontros aconteceram com regularidade de amantes despreocupados, cada um buscando ao outro em momentos distintos. A cumplicidade foi tomando corpo. Confidencias foram trocadas e a cozinha passou a ser ponto de afinidade cada vez maior.
Os anos passaram e em dado momento ele sentiu que ela se afastava. Uma dúvida tomou conta do seu ser. Uma fúria se apossou dele ao imaginar que estava perdendo o carinho e os afagos da mulher. Mas isso estava acontecendo com ele? Um homem acostumado a ser frio, insensível? Estava mesmo desesperando-se por uma única mulher?
Foi difícil reconhecer, mas a procurou, estacionou o carro numa sombra e enquanto uma lágrima teimava em descer pelo seu rosto sentenciou: "Eu Te Amo", declarou. Foi assim que descobriu como nasce um amor...

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Os Fantasmas do Centro Cultural


Inaugurado em 1982 pelo então prefeito Jacy Miguel Scanagatta, o Centro Cultural Gilberto Mayer tem, em sua história, causos de arrepiar.
Desde os primeiros tijolos até as cadeiras, tudo em sua construção está envolto em mistério.
A obra, erguida onde funcionava a cadeia pública de Cascavel, na rua Duque de Caxias, começou com denúncias de superfaturamento que culminaram com a colocação das cadeiras. Elas foram adquiridas do extinto Cine Avenida, que curiosamente pertencia ao Grupo Delfim, que tem como seu maior acionista o então prefeito Jacy Scanagatta. Mas essa história já prescreveu e até as cadeiras já viraram cinzas.
O que interessa são as histórias que fizeram e algumas ainda fazem parte da lenda que trata dos “fantasmas” que habitam os teatros em todo o mundo.
Para reforçar essas histórias, vamos citar dois homens em especial: Carlito Silva e Abraão. Os dois começaram a trabalhar como servidores do município na construção do Centro Cultural. Depois que a obra foi concluída, foram incorporados ao quadro de servidores como vigias. Ambos estão aposentados. Carlito mora no Jardim Floresta e Abraão na Vila Neva.
No pátio onde está a futura Praça Frederico Sefrin (onde está sendo construído o teatro Municipal - também "encantado") e onde também está o C. C. Gilberto Mayer, havia vários poços.
Dentro do corredor que levava à carceragem, o maior e mais tenebroso deles. Com 29 metros de profundidade e 6 metros de água, era usado como instrumento de tortura pelo então carcereiro, sargento Arthur, mais conhecido como “coice de mula”, tendo em vista a maneira “cortês” com que tratava os detentos.
Um dos passatempos preferidos do sargento "coice de mula" era pendurar os detentos pelos pés e atirá-los no poço. Depois eram puxados por uma manivela que rangia. Contam que vários homens sucumbiram diante da tortura e foram “enterrados” nos poços desativados que tinha no pátio. Isso nunca foi investigado e hoje é praticamente impossível descobrir se é ou não verdade, tendo em vista que pelo menos 3 desses poços estão sepultados pelas obras do novo teatro que está sendo construído.
Carlito e Abraão juram que nas noites em que cuidavam do patrimônio público como vigias e antes mesmo, durante as obras, era comum verem sombras pelo local, sombras essas que emitiam lamentos de dor.
Uma coisa é certa: o novo teatro pode demorar a ficar pronto, mas quando isso acontecer, dentro dele já teremos os fantasmas que são tão comuns nas histórias dos teatros e seus momentos únicos de denúncia e diversão.

Vamos ao baile?


Ao que parece, as denúncias que fiz por aqui estão tomando corpo.
Na manhã de hoje (25) sexta-feira, enquanto o Brasil empatava sem abertura de contagem na África do Sul, um funcionário da prefeitura denunciava as festas que estão sendo oferecidas aos servidores para que apóiem a candidatura de André Bueno (claro que isto está im(ex)plícito!!!).
A denuncia está postada no portal da CGN para quem quiser ver e ouvir. O servidor, que não permitiu a identificação, apresentou os "convites" que estão em nome do PDT e foram entregues na escola por servidores da educação, funcionários do primeiro andar da prefeitura, fizeram questão de frisar nas escolas que o evento não é financiado por dinheiro da Educação, tanto que estavam usando seus veículos particulares (mas estavam em horário de trabalho!!!????).
Se o Ministério Público quiser, tem provas suficientes para intervir. No mínimo é propaganda irregular.
O convite tem na parte da frente o preço: R$ 30,00... mas quero que me apresentem o dinheiro. Também tem direito à consumação e o mais estranho está na parte posterior. Nunca vi alguém que vende ingresso pedindo nome, endereço eletrônico e data de aniversário de quem comparece.
Me façam rir por favor (kkkkkkkkkk...).
Bem, como disse que eu tinha os ingressos, acima estão os dois que me foram doados e não paguei nada por isso.
E então????? Vamos ao baile????
Mas não esqueçam: sexta-feira, dia 25, é somente para estagiários (funcionários baratos da educação, sem vínculo empregatício, mas ELEITORES).
Os funcionários da Educação, concursados (IMENSA QUANTIDADE DE ELEITORES), terão seu embalo SÁBADO À NOITE, dia 26 de junho.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Um crime numa tarde de Carnaval


Era uma segunda-feira, dia 22 de fevereiro de 1993, véspera de carnaval. Em casa, o repórter preparava-se para iniciar seu trabalho noturno de visitas aos clubes para a costumeira cobertura carnavalesca. Era próximo das 21 horas quando um táxi para na rua Visconde de Guarapuava entre Belém e Manaus. Do veículo saltam dois homens e correm em direção a casa. Batem na porta com insistência e assim que a porta é aberta entram esbaforidos.
Os dois portavam reluzentes revólveres negros, calibre 38.
Um dos homens era conhecido. Vilson Branco, metalúrgico, menino tranquilo que não incomodava ninguém. Tinha voltado de uma viagem à região amazônica onde tinha "dado com os burros n'água" e fazia "bicos" para sustentar a mulher e os dois filhos.
O outro homem, apesar de forte, era ainda adolescente. Com 17 anos, Neri Souza estava entrando na senda do crime.
As mãos de Vilson ainda tinham o sangue da sua vítima.
Questionado sobre o que tinha acontecido, Vilson declarou: "fomos fazer um assalto, o cara reagiu. Matamos ele e a mulher, por favor, me esconda. O Neri está baleado, você precisa tirar a bala dele".
Com aparente calma, o repórter pediu para ver o ferimento. Neri tinha levado um tiro nas costas. A bala entrou na altura do rim e se alojou perto da coluna. Para retirá-la seria necessária a intervenção de um cirurgião. O repórter tentou argumentar: "Vilson, vocês precisam se entregar, não dá pra pegar uma faca e tirar essa bala, isso pode causar uma lesão ainda maior!". Descontrolado, o criminoso largou as armas sobre a mesa e implorou: "Pelo amor de Deus, me esconda, a Polícia vai me matar. A mulher estava grávida". O repórter argumentou mais uma vez: "Se vocês não vão se entregar, precisam se esconder em outro local. A Polícia vai estar aqui logo, é só uma questão de tempo". Então Vilson falou: "Está bem, vamos chamar um táxi e fugir".
Enquanto Neri ficava na casa, correu ao telefone público e chamou um carro de praça. Nesse momento, o repórter voltou a ficar preocupado, desta feita com a vida do taxista que também poderia ser assassinado. Com calma, perguntou aonde eles iriam e Vilson disse não saber. Perguntou se Neri dirigia e a resposta trouxe um pouco mais de calma ao jornalista. O jovem criminoso não dominava o volante e Vilson também era incapaz de fazer um carro funcionar.
Assim que o carro encostou, os dois sumiram na noite e o repórter começou a sua prória investigação. Rapidamente soube que os dois tinham efetuado um assalto num supermercado na região oeste de Cascavel. Na ofensiva criminosa enfrentaram a reação do proprietário que pegou um revólver de fabricação argentina que repousava numa gaveta ao lado do caixa. O artefato era tão ruim que o tiro disparado por ele somente se alojou nas costas de Neri. Se fosse uma arma de qualidade, certamente ele hoje estaria criando o filho. Neri reagiu e efetuou um disparo certeiro. O homem tombou morto. A mulher entrou em desespero. Grávida de 8 meses, começou a gritar e foi atingida por um tiro disparado por Vilson. O tiro atingiu-lhe a perna. Enquanto ela caía, os dois homens fugiam levando o dinheiro do caixa. Exatos R$ 28 em moeda corrente. Esse foi o preço da vida do proprietário do Supermercado Sereia.

A seguir: Os fantasmas do Centro Cultural Gilberto Mayer

Bailão do Cowboy

Nesta sexta-feira tem o baile do estágiário nas dependências do Cowboy Saloon. No ingresso que dá direito a consumação de 3 itens, que podem ser: cerveja, água ou refrigerante ainda está incluso um "pão com carne". Com o logotipo do PDT, o que por si só ja caracteriza compra de votos, o salvo conduto para as dependências do clube tem inpresso o valor: R$ 30,00 mas até agora eu não vi ninguém pagar pelo convite. Até eu ja ganhei dois. Em tempo...uma fonte acaba de me dizer que o pão com carne foi cancelado.
Já no sábado, o baile no mesmo clube é pros professores da rede municipal de ensino que receberam nas escolas o tão disputado convite. É claro que o entregador fez questão de dizer que "estava no local como voluntário e usava o seu próprio carro". Será que a gasolina era distribuída pelo Bugarelli? O que ele não disse é que além de ser funcionário da Municipalidade, ainda estava em horário de expédiente. E o recado era simples: O André espera por todos voces!...

Daqui a pouco eu mostro os ingressos....

sexta-feira, 18 de junho de 2010

As praticas antigas de eleger


O mundo capitalista e Cascavel não foge à regra, é feito de mentiras que parecem verdade. Parafraseando José Saramago, que declarou:“Não se repara que a democracia em que vivemos é sequestrada, condicionada, amputada”, podemos constatar que o que pensamos ser o melhor, as lideranças jovens e as jovens lideranças não passam de êngodo para iludir as pessoas.
Na noite desta sexta-feira, a exemplo de outras noites, o prefeito Edgar Bueno recepciona num clube de Cascavel, centenas de convidados para um "baile". Nesse local vai se falar de tudo sobre a eleição de André Bueno, candidato do PDT a deputado estadual. No convite está impresso ingresso e inclusive o preço: R$ 30 paus, mas é tudo uma forma de burlar a Lei e querem eleger deputados para criar leis. Depois dizem que no comunismo não há democracia. Nunca vi nenhum dos que criticam dizendo que no comunismo a prática democrática é tão elevada que todas as decisões são tomadas pela maioria, começandonas células até chegar aos comites. Tudo as claras, com a participação popular efetiva. Ninguém é candidato de si próprio ou dos seus interesses. Por aqui, no "mundo livre", quem pode compra mandato, seja para atingir seu ego, interesses ou mesmo "comprar" imunidade ou seria impunidade parlamentar. Meu voto não está à venda. Em tempo, José Saramago 87 anos era militante comunista em Portugal e faleceu nesta sexta-feira em Lanzarote (Ilhas Canárias, na Espanha), o escritor português José Saramago. Em 1998, Saramago ganhou o único Prêmio Nobel da Literatura em língua portuguesa.Seu corpo será cremado e as cinzas espargidas em sua cidade natal. Prêmio Nobel de Literatura defendia que a ditadura dos irmãos Castro em Cuba é um dos mais solidários regimes do mundo.

sábado, 12 de junho de 2010

Críticas e elogios


Neste sábado, ao receber a notícia de que o prefeito Edgar Bueno tinha retrocedido e cancelado a licitação para terceirizar a merenda escolar, cheguei a comentar com algumas pessoas. "Que bom. O prefeito está sendo sensível ao clamor que vem das escolas e das pessoas que querem o melhor para a cidade e até para a administração municipal".
Comentei inclusive que essa atitude merecia um elogio ao prefeito, afinal não podemos ser idiotas e ficar apenas criticando. Só não escrevi durante a tarde porque meu trabalho não permitiu, mas prometi a mim mesmo que isso faria assim que minha jornada amainasse. Que bom que isso aconteceu. Terminei o trabalho, fui visitar alguns amigos (fontes) e qual não foi minha surpresa ao descobrir que essa decisão de cancelar a merenda ja tinha sido tomada a pelo menos uma semana e o prefeito só não tinha informado por que nutria esperanças de conseguir apoio da Câmara de Vereadores. Porém, quando ficou sabendo que sofreria um revés até mesmo daqueles que são seus comensais, Edgar resolveu informar que estava retrocendendo, "a pedido do conselho".
Outra coisa que me deixou profundamente triste foi saber que o meu e outros blogs estão bloqueados na prefeitura, ou seja, nos computadores da municipalidade não é possível acessar os escritos desse blogueiro. Mas não faz mal, quem quer ler dá um jeito sempre. E por falar em leitores, obrigado a todos que por aqui navegam. Um abraço.

NO FIM SOU BRANCO

  Não tenho tempo para odiar A cor da pele não importa Amo sem preconceito Felicidade muda o mundo Só posso ser feliz amando. Te a...